As filosofias de bar, as cantorias de apaixonados, as notícias que não dão capa de jornal, as chuvas de verão, o sol do inverno, o riso da alma, o choro da felicidade… A vida é inversa.
Mas eu sou mesmo um clichê. Um daqueles bem água com açúcar, sabe? Um melodrama de quinta. Uma comédia romântica que você não se cansa de ver num domingo a tarde.
Você se apaixona, as pessoas perdem a graça, as músicas te decifram, os filmes te completam, as frases ficam mais clichês. A solidão aperta, a vontade de estar com a pessoa aumenta e quando surge uma oportunidade, o coração dispara, o estômago gela, a respiração fica ofegante. Você adia e continua sentindo tudo sem demonstrar nada.
Eu podia estar em silêncio, como sempre; sem palavras, como sempre; mas isso não significava que eu não estava com a cabeça num turbilhão de palavras, sentimentos e sensações como nunca antes na minha vida.
Você não é o tipo de cara que eu julgaria perfeito, que eu gostaria de ter ao lado todas as manhãs ou de andar de mãos dadas por aí. Você não é O Cara, mas de uma maneira ou de outra, tanto faz, acabou se tornando aquele que eu quero chamar de meu. Meu Cara.